Nada a dizer...
Espaço destinado ao "Sim"... Ao "devir", ao riso e a entrega total ao tempo... Venha a dor, venha o prazer, venha a vida em sua plenitude... Tudo que é podre e morto, não será bem-vindo. Afastem-se, pois é só para vivos, só para loucos...
sexta-feira, 19 de julho de 2013
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Mundo Meu
E
o mundo finalmente atingiu o meu tamanho
Todas
as fronteiras do universo estavam ao alcance dos meus olhos
Nenhuma
porta que pudesse ser aberta ou fechada
Só
havia o presente
Momento
em que a vontade de se derramar em palavras foi maior que o gosto do silêncio
Sem
nenhuma espera, anseio ou pretensão
Hoje
apenas...
Sem
continuar parodiando meu “Mundo Maior” de um ano atrás, e nem meu “Mundo Menor”,
da estreia do blog ha exatos dois anos, quero deixar os dois como expressões que
emanam de um mesmo universo...
Expressões
que se juntam às outras 100 publicações de um “Mundo Meu”!
Foram
6300 visitas ao blog nos últimos dois anos, uma inesperada média de mais de 250
passantes por mês aqui no quintal virtual do meu mundo...
Mas
pelo meu mundo passam várias pessoas que deixaram pedacinhos de si no meu
universo... Alguns foram decisivos pra eu criar o blog há dois anos. É o caso
do Gabriel, um grande amigo, que me contou sobre o sentido original da tragédia
para os gregos, muito além do senso comum do “desastre” que os jornalistas
largamente utilizam contemporaneamente e muito mais próximo do espírito da
música...
Sobre
a decisão de criar o blog, cito também a Andrea, que emprestou o computador pra
Cithia nos ensinar a usar o blogger... Depois as duas (através de seus blogs)
viraram interlocutoras dos textos daqui, e assim, nossa poesia se
retroalimentava...
Foi
legal quando uma desconhecida do Rio de Janeiro elogiou nos comentários um dos
meus textos mais pesados: ”Dor, Tumor e Pausa”. Foi legal também quando o
Carlos Maltz, baterista e co-fundador dos Engenheiros do Hawaii, pelo twitter apelidou-nos
(ao ler alguns de nossos textos) de “Clã Pierrot”.
Mas
várias vezes, gostávamos mais do Arlequim que do Pierrot...
Nem
maior, nem menor... Nem Pierrot, nem Arlequim... Apenas Curinga!
Meu
mundo aqui traz a marca de cada um que passou em silêncio, os que comentaram
(publicamente ou inbox), os que inspiraram, emprestaram sorrisos, dores, tombos
e as inúmeras sensações descritas aqui...
Curiosamente
os textos que escrevi quando faltou inspiração pra poesia (Conceitos de Segunda),
foram os de maior movimento por aqui...
Entre
prosa, poesia e melodia, gosto muito de alguns que pouquíssima gente leu, e tem
outros, mais populares, que dispenso...
Até
quis apagar alguns deles, mas achei melhor mantê-los...
“Eu perdi as chaves,
mas que cabeça a minha!
Agora vai ter que ser
para toda a vida...”
(Humberto Gessinger)
Tudo
ao sabor do Amor Fati... E como ouvi várias vezes o Gabriel dizendo: “Nem
otimista, nem pessimista – Trágico...”
Desejo
a todos os que estão passando os olhos por aqui, um feliz dia mundial do rock,
que é comemorado amanhã...
Depois
de tragicamente falar, nada como guitarras distorcidas, linhas de baixo e
batera juntos em um som que no meu mundo remete ao sagrado...
Enquanto
existir o “Trágica Mente Falando”, sempre vou celebrar aqui o aniversário do
blog na véspera do dia do rock!
Pra
fechar, vou citar um poeta que conhecia muito bem os limites do seu próprio
mundo:
“Da minha aldeia vejo
quando da terra se pode ver no Universo....
Por isso a minha aldeia é
grande como outra qualquer
Porque eu sou do tamanho
do que vejo
E não do tamanho da minha
altura...”
(Alberto Caeiro)
terça-feira, 9 de julho de 2013
Inverno Ensolarado [2013]*
Eu saí para ver o céu azul
Vi as nuvens passando sobre mim
E senti o sol me abraçar, Com seu calor,
depois de uma noite de frio.
Um sorriso no rosto e um violão
Um sorriso escondido na canção,
que fiz pra mim
Pensando em você
E eu deitado embaixo do céu azul
E o sol me abraçando sem parar
E o vento gelado, enciumado,
Tenta apagar as cores da canção...
Mas nem a tempestade e um furacão,
Esse vento gelado e a solidão
Vão apagar o que eu escrevi pra você
Pensando em mim...
*Já postei esta música no dia 22/09/2011 com a versão da minha antiga banda "Os Bethulhas"! O blog completará dois anos em 3 dias, e foi legal tocar esta música com o ukulele num dia parecido com aquele em que compus a música há 9 anos.
*Já postei esta música no dia 22/09/2011 com a versão da minha antiga banda "Os Bethulhas"! O blog completará dois anos em 3 dias, e foi legal tocar esta música com o ukulele num dia parecido com aquele em que compus a música há 9 anos.
terça-feira, 2 de julho de 2013
Talvez
Talvez o talvez nos atrapalhe
Vamos tentar não falar, “talvez”
Talvez você não entenda o que eu quero dizer
Talvez você nem saiba que este é você
Vamos tentar?
Vamos tentar!
Vamos tentar?
...tal vez...
...talvez...
Talvez não consigamos fugir do talvez
Talvez a gente tenha até tentado
Talvez você nunca pudesse saber da tal vez
Talvez se você não fosse daqui,
A gente não se encontraria,
Eu ficaria privado... de um outro talvez...
Talvez isso tudo agora faça sentido
Que permite que a gente entenda ...talvez...
A canção que nasce com o sol,
que acaba com o luar,
que a noite inteira iluminou,
...tal vez...
...talvez...
Vamos tentar...
terça-feira, 18 de junho de 2013
Antes de Nós
(Jeferson Sabran / Mateus Amanai)
Eu aprendi a costurar as letras
Eu aprendi a costurar as letras
Eu aprendi a costurar palavras
Eu aprendi a misturar as frases
Que alguém falou...
Antes de nós
Eu aprendi a costurar as notas
Eu aprendi a costurar acordes
Eu aprendi a misturar os sons
Que alguém tocou...
Antes de nós...terça-feira, 11 de junho de 2013
Sinal Verde
Seus lábios logo me disseram “não”!
Mas na luz dos olhos,
havia outro sinal
E esse sinal estava verde
Estava verde (2X)
Olhando nos olhos avancei
Peguei com carinho em suas mãos
Procurei seus lábios mas
na boca o batom
Me mostrava o sinal vermelho
Sinal vermelho (2X)
Eu dei um sorriso amarelo
Não sabia muito que fazer:
Se parava ou se avançava
Qual sinal devia obedecer?
Afastando-se ela me sorriu
Mas depressa veio me abraçar
No final do abraço os olhos
brilharam mais fortes
E Manchei meus lábios de vermelho
Depois do sinal verde
A luz dos olhos verdes
No sinal verde...terça-feira, 4 de junho de 2013
Clara Realidade
Eu não vejo o mundo
Diante dos meus olhos
Tudo é tão difícil de compreender
Tudo o que me resta
É o verde da esperança
A cor de um par de olhos que guardei pra mim
Traga-me o sol
Vem dar a luz
Clara realidade
É claro que eu estou a te esperar
Eu não vejo a hora
De tê-la em meus braços
Sentir o seu cheiro e cuidar de ti
A cada segundo
a gente se aproxima
Claramente sinto tua presença aqui
Traga-me o sol
Vem ver a luz
Clara realidade
É claro que eu estou a te esperar!
Clara - a musa que inspirou a canção
um mês antes de nascer, em 2011
terça-feira, 28 de maio de 2013
Grave
Gravidez,
Gravidade
Grave era a situação
Revelar...
Nossos pais
Não entenderiam não...
Se não der
Pra cantar
Bem agudo o novo som
Grave "grave" grave, então!
terça-feira, 21 de maio de 2013
Só um Canto
(Jeferson Sabran / Alexandre Casonatto)
Esquece do dia que passou
Amanhã a gente vai se encontrar
Lembre-se daquela canção
Que cantei no seu ouvido pra gritar
Em silêncio
Que o desgosto vai embora
Quando a gente
Resolver cantar
Eu só quero um canto, num canto da sala
Pra poder cantar
Eu só quero um sorriso, em um rosto amigo
Pra lembrar que a vida
É bem maior que o dia que passou
Esquece o dia que passou
Amanhã a gente vai se encontrar
Pra cantar a nova canção
Que nasceu pra que você possa tocar
Sem silêncio
Amanhecem os seus olhos
Quando a gente
resolver tocar...
"Deixo o sol bater na cara
"Deixo o sol bater na cara
Esqueço
tudo que me faz mal
Deixo
o sol bater no rosto
Que
aí o desgosto se vai..."
(Cidadão
Quem) - Trecho da música "Girassóis"
terça-feira, 14 de maio de 2013
Não é de Amor
Esta não é uma canção de amor
A meu amor vou contar pra você
Esta é uma canção de protesto
E eu protestei
quando não vi mais você
Esta não é uma canção de amor
Pois as canções de amor são clichês
Esta é uma canção bem complexa
Que elaborei
pra não lembrar de você
Esta não é uma canção de amor
Ó meu amor vou dizer pra você
Esta é uma canção engajada
E eu militei
pra não pensar em você
Esta não é uma canção de amor
É meu amor vou contar pra você
Esta é uma canção religiosa
E a Deus eu roguei
ver teu sorriso outra vez
Esta não é uma canção de amor
Pois de amor não é fácil dizer
Esta é uma canção ao destino
E eu desejei
amar o que acontecer...
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