Espaço destinado ao "Sim"... Ao "devir", ao riso e a entrega total ao tempo... Venha a dor, venha o prazer, venha a vida em sua plenitude... Tudo que é podre e morto, não será bem-vindo. Afastem-se, pois é só para vivos, só para loucos...
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
Boa Nova!
Domingo de manhã e eu já não sinto mais a falta
Meu chocolate meio amargo não tira o doce sabor da notícia
O pai da falta agora é pai da criança
E se alguma coisa faltava a mãe sem filho[s], já não há mais falta.
E digo “mãe sem filho[s]” porque ela, a mãe, sempre soube lhe dar com o meu, como se fosse dela.
Aliás, este casal, que agora cumpre seu papel de realimentar a vida na terra, em parceria com um universo que conspira para este fim, representa as duas primeiras pessoas que souberam da existência do meu curinguinha, Luiz Miguel.
Naquele momento especial, fomos até a praça do aeroporto, e, ali, ganhei o melhor presente que alguém que se tornava pai podia ganhar: uma garrafinha de agua mineral!
Guardei a garrafinha, com um restinho daquela agua benta, como um tesouro inestimável. Sempre calculei que, mesmo se me tornasse milionário, nunca poderia retribuir àquele presente...
500 ml de água no mais oportuno dos momentos...
Boas lembranças de momentos de extrema alegria, e pesados momentos de tristeza, que nos uniram ainda mais, renderia milhares de linhas abaixo! Por isso, paro por aqui nas lembranças!
Venho aqui, nesta linda manhã de domingo, pra dizer que, meus Dezembros, que não vem sendo acompanhados de boas notícias desde 2011, podem voltar a ter um brilho especial!
Grande notícia!!!
Estes versos [em prosa] pretendem apenas deixar os parabéns aos grávidos, meus amigos Juliano e Elisângela!
Boas lembranças de momentos de extrema alegria, e pesados momentos de tristeza, que nos uniram ainda mais, renderia milhares de linhas abaixo! Por isso, paro por aqui nas lembranças!
Venho aqui, nesta linda manhã de domingo, pra dizer que, meus Dezembros, que não vem sendo acompanhados de boas notícias desde 2011, podem voltar a ter um brilho especial!
Grande notícia!!!
Estes versos [em prosa] pretendem apenas deixar os parabéns aos grávidos, meus amigos Juliano e Elisângela!
E nossa estrada continua... Com mais motivos de alegrias que de tristeza!
Que assim seja!
Que assim seja!
“...e o futuro é uma astronave que tentamos pilotar
Não tem tempo nem piedade nem tem hora de chegar
Sem pedir licença muda nossa vida
Depois convida a rir ou chorar...”sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Ana Cecília*
Minha prima
quero chamar de Ana
Disse meu
filho maluco
Santa
Cecília a rua em que nasceu
Cecília
protetora dos músicos
Ana Cecília já
chegou há 1 ano
No dia de
Sagitário
Dia de Santa
Cecília já é
Sem os maias
e seu calendário
Os Maias erraram,
e já valeu
Pois termos
Ana Cecília entre nós
Um ano
passou, foi tudo de bom
Com mais
este motivo pra sorrir...
Dia dos
músicos vou comemorar
O baterista
vai ficar agitado
Vai se
empolgar fazer papel do cantor
Fazer chorar
a tia do rosário
Medula Óssea
logo vai se encaixar
Sangue novo,
rock nos ossos
Luiz Miguel,
a Clara e o Caio a brincar
Com a mais
nova ali engatinhando
Ana Cecília
seu tio já vê
Seu pai
tendo o amor que eu senti
Mamãe te
segurando junto ao coração
Teu choro de
atriz nos faz sorrir
*Esta é a versão 2013 da música que publiquei AQUI há um ano!
CLIQUE AQUI pra ouvir a nova versão!
CLIQUE AQUI pra ouvir a nova versão!
(Foto da pequena atriz retirada do facebook da mãe dela, Grayse Kelly Boratto)
domingo, 17 de novembro de 2013
Sentindo a Falta
Domingo de
manhã eu acordei sentindo a falta
E sentindo
falta dela perto de mim
Comi meu
chocolate meio amargo e meio doce
Meio claro,
meio negro, agridoce como eu
Eu dou um
toque
E ela me
retorna, então não me note
Que eu vou
com ela até o fim
Eu vou com
ela, eu vou com ela,
Eu VOOOOOUUUU...
Eu VOOOOOUUUU...
Eu não a
perdi, pois quem ama nunca toma posse.
Coloco ela
de lado, mas corro empolgado esperando que ela me volte.
Trato com
carinho, recebo sorrindo e contra todos vou com ela até parar.
E atiro ela
na rede, me atiro em cima dela, e tomando-a nos meus braços lhe entrego meu
mais puro e desejado beijo de amor...
Mas hoje,
justo hoje eu senti aquele falta...
Ela dividida
entre eu e um amigo, e por um segundo a ganhei
mais fui
ferido e desde então, nunca mais a encontrei
Mas eu
espero... Ela eu espero o tempo que precisar...
Pois eu sei
que a dor desta falta logo vai passar...
*Demo da música no SoundCloud: CLIQUE AQUI
*Demo da música no SoundCloud: CLIQUE AQUI
Ela e minha perna ferida por sua causa...
sábado, 16 de novembro de 2013
Saudade é Presente
Sábado chuvoso, dor fina e constante
E eu sinto uma ausência, alívio da dor
Na mente um poema a tristeza desmente
Canção de saudade é presente de amor"Ausência
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim."
(Carlos Drummond de Andrade)
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Jardim do Éden
Enquanto a maioria mira o céu,
inebriada,
em busca de respostas,
em busca de uma fuga,
nós, trágicos,
amamos a vida!
Amamos a terra...
Os fracos seguirão maldizendo a terra,
seguirão inventando os mais absurdos pecados
e assim, continuarão pecando contra a vida.
Adoradores da morte!
Desprezam a terra
[nosso paraíso aqui e agora].
E assim,
segue todo o moribundo rebanho
esperando por seu paraíso no além...
"É a Pedra de cada dia que está no chão de
qualquer lugar,
A Pedra do Gênesis, está bem aqui e agora, você
pode tocar!"
Aonde o mendigo pisa e o santo cospe, quando
passa, nessa pedra.
(A Pedra do Gênesis - Raul Seixas)
"Eu vos imploro, irmãos, permanecei fiéis à terra e não acrediteis nos que vos falam de esperanças supraterrenas! São envenenadores, saibam eles ou não."
(Assim falou Zaratustra - Friedrich Nietzsche)
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Não Precisamos de Educação!
Será que a educação, da maneira generalizante e universalizante, proposta ainda no século XVIII pelos iluministas, é mesmo o "caminho de salvação" da sociedade?
Friedrich Nietzsche, em "Crepúsculo dos Ídolos", criticou o sistema educacional alemão do século XIX. Me parece que tais críticas, cabem, também hoje, ao sistema educacional do Brasil do século XXI:
[...]. A ninguém mais é dado, na Alemanha de hoje, proporcionar aos filhos uma educação nobre: nossas escolas “superiores” são todas direcionadas para a mais ambígua mediocridade, com seus professores, planos de ensino, metas de ensino. E em toda parte vigora uma pressa indecente, como se algo fosse perdido se o jovem de 23 anos ainda não estivesse “pronto”, ainda não tivesse resposta para a “pergunta-mor”: qual profissão? — Um tipo superior de homem, permitam-me dizer não gosta de “profissão”, justamente porque sabe que tem “vocação"... Ele tem tempo, toma tempo, não pensa em ficar “pronto” — aos trinta anos alguém é, no sentido da cultura elevada, um iniciante, uma criança. — São um escândalo os nossos ginásios abarrotados, nossos sobrecarregados, estupidificados professores ginasiais [...] (NIETZSCHE em Crepúsculo dos Ídolos, Cia das Letras)
Vejo nas escolas ainda muita disciplina, muito enquadramento, muita padronização e pouco incentivo à criatividade, à individualidade... Deste modelo de educação autoritário, que dilui pessoas em números mensuráveis, em organismos indissociáveis de coletividades institucionais, não precisamos...
"We don't need no education
We dont need no thought control
No dark sarcasm in the classroom
Teachers leave them kids alone
Hey! Teachers! Leave them kids alone..."
Feliz dia do Professor!
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
Louco Olhar ao Tempo
Do
alto do prédio, o frio,
Não sabe de Vera e sua Obra Prima
O sentido horário, direito, tem por limite o céu
preciso
e exato relógio pouco sabe do tempo
Sempre
a contar as horas,
não
sente a o calor do sol, o frio e o vento...
Não sabe de Vera e sua Obra Prima
Em
toda estação desconhece o clima
Tal
qual o louco que vê num oásis o mar,
seu
filho, aqui, inventa seu próprio olhar
E
assim, num dia de primavera,
fez-se o mundo criar, nas ondas do oásis/mar
O sentido horário, direito, tem por limite o céu
Eu
anti-horário, canhoto, aqui flutuando ao léu
O
que sabem estes ponteiros do brilho de meu olhar?
Entre
novas flores nas árvores o relógio vem pra lembrar
Que vou cumprir meus horários, mas nada vai afastar
Meu
tempo da natureza, do sol, da dor, do luar...
Ó
coração positivo, não quer cientifizar
Ó
sangue meu negativo, que vidas pode salvar?
Quem
sabe não salva meu filho, que
tem mesmo louco olhar!
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Contagem Regressiva (Juliano Casonatto)
A contagem regressiva já começou
há muito tempo
Pra onde você vai? O que está fazendo?
Cuidado meu amigo com o que está acontecendo!
Sua vida está passando, você nem percebendo
Esta é sua hora, agora é o momento!
Quem é você? Quem é você?
Mais um perdido que o acaso guiou...
O barco está à deriva, que vento é esse?
Quem embarcou com você? Que povo é esse?
Você tem a liberdade pra escolher,
Leve esse barco pra onde quiser
Cada um tem em si um destino certo
Cada um tem em si um acaso a decidir
Quem é você? Quem é você?
Mais um perdido que o acaso guiou...quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Primavera Invencível
Sempre lembro que minha estação preferida é àquela de que sou filho, a primavera. Nunca gostei muito do inverno, até olhar pra ele como ela... Uma estação grávida que, em um derradeiro momento, dará luz aos floridos e quentes dias de primavera que ocorrem por aqui, na linha do trópico de capricórnio. Na última estação, descobri que a estação mais difícil pra mim não era o inverno, mas o outono.
E hoje, neste lindo dia de inverno, posso adaptar Camus e dizer que, no meio de um outono eu finalmente aprendi que havia dentro de mim uma primavera invencível...
E hoje, neste lindo dia de inverno, posso adaptar Camus e dizer que, no meio de um outono eu finalmente aprendi que havia dentro de mim uma primavera invencível...
Para que as estações pudessem constituir ciclos que as colocam sempre nos mesmos meses, os romanos antigos precisaram acrescentar dois meses ao seu calendário que tinha apenas dez. O último mês, como sugere o nome, era Dezembro! Curioso que o que era mês dez, hoje é doze, mas continua com "dez" no nome... O mesmo vale pra Novembro, Outubro e Setembro!
Não fosse a vaidade de Augusto, estaríamos agora em Seisembro! Antes de ontem teria sido seis de seisembro! Uma redundância tão boa quanto Dez de Dezembro ou Sete de Setembro. A primeira data dá nome à avenida que passa aqui perto de mim, em referência à fundação da minha cidade. Nesta avenida caí meus “Zombeteiros Tombos”! A segunda se refere ao dia em que supostamente o Brasil se tornou independente.
O dia de hoje, que numericamente fica 8 do 8, me parece muito mais interessante que 12 do 12 ou 10 do 10... Gosto do infinito em pé repetido... Mas gosto ainda mais de pensar hoje como “oito de seisembro”!
Maldito seja Otávio Augusto por ter rebatizado o mês do seis e, além disso, ter roubado pro seu Agosto um dia de Fevereiro! Antes ainda, maldito Julio Cesar, que primeiro rebatizou um mês, o anterior, e, com isso provocou a inveja do tal "Oitavo Agosto"!
Maldito seja Otávio Augusto por ter rebatizado o mês do seis e, além disso, ter roubado pro seu Agosto um dia de Fevereiro! Antes ainda, maldito Julio Cesar, que primeiro rebatizou um mês, o anterior, e, com isso provocou a inveja do tal "Oitavo Agosto"!
Mas mesmo que os meses e todas as coisas troquem de nome, tem coisas que ficam, e sempre ficam, deixando boas lembranças de outras estações...
Mesmo com tantas belas primaveras, o final de uma delas me assombra... Maldito dezembro em que completei 29 voltas ao redor do sol! O meu mês preferido, de repente, se tornou o pior mês de minha vida... Palavras cortantes, doença, aproximação da morte em um leito de hospital... Como eu queria esquecer aquele mês de dezembro! Dia destes sonhei com as imagens de mote que vem me assombrando desde então...
Mesmo com tantas belas primaveras, o final de uma delas me assombra... Maldito dezembro em que completei 29 voltas ao redor do sol! O meu mês preferido, de repente, se tornou o pior mês de minha vida... Palavras cortantes, doença, aproximação da morte em um leito de hospital... Como eu queria esquecer aquele mês de dezembro! Dia destes sonhei com as imagens de mote que vem me assombrando desde então...
“Se queres elevar-te, exercita a arte de esquecer.”
Mas que exercício difícil este proposto por Nietzsche! O próprio filósofo sabia desta dificuldade:
“Talvez o homem não possa esquecer nada. A operação de ver e de conhecer é complicada demais para que seja possível apagá-la de novo inteiramente; ou seja, para todas as formas que foram produzidas uma vez pelo cérebro e pelo sistema nervoso repetir-se-ão, a partir daí, muitas vezes. A mesma atividade nervosa reproduz a mesma imagem.”
E assim, sem conseguir me livrar dos fantasmas da memória, aquela primavera sempre me volta... Com tudo que ela trouxe de bom e de ruim...
Eterno retorno... Um movimento de loop incessante...
Se pudesse trocar os meses numerais que têm a primavera, tiraria o dez daquele ano e colocaria o seis em seu lugar...
Eterno retorno... Um movimento de loop incessante...
Se pudesse trocar os meses numerais que têm a primavera, tiraria o dez daquele ano e colocaria o seis em seu lugar...
Mas nem a invenção do Seisembro,
pode apagar aquele Dezembro...
pode apagar aquele Dezembro...
Me esforço, porem lembro...
Eu me lembro Dezembro...
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