Espaço destinado ao "Sim"... Ao "devir", ao riso e a entrega total ao tempo... Venha a dor, venha o prazer, venha a vida em sua plenitude... Tudo que é podre e morto, não será bem-vindo. Afastem-se, pois é só para vivos, só para loucos...
Por
“motivo de força maior” não comecei o ano fazendo aquilo que estudei muito pra
fazer...E
não é que eu tenha “esticado as férias”, como maldosamente sugeriram alguns.
Vivi dias de tensão e sem dinheiro algum no bolso... Acompanhei eventos
espetaculares promovidos por colegas de profissão, escrevi e participei da
gravação de marchinhas de carnaval bem peculiares, além de atuar como “Bike Bloc”
em uma manifestação de rua:
Não tive coragem (cara-de-pau) de fazer uma selfie minha bloqueando o transito na última manifestação, mas, todo de preto, ajudando ao professor (esquerda da foto) e a outros ciclistas, me tornei um “bike bloc”.
Depois de
dias tensos iniciei o ano nos meus locais de trabalho. Ano passado eu precisava
sair de casa às 6:15 pra começar a trabalhar às 7:45. Um lugar excelente. Mas
distante... Hoje saí de casa com a minha bicicleta às 7:51 e cheguei às 7:58 no
colégio onde realizaria a preparação pra volta as aulas na próxima quinta...
À tarde a
pedalada para um outro colégio teve mais que sete minutos: Foram dez. Uma boa e
estranha sensação de voltar pro colégio em que fui aluno durante os quatro anos
finais do ensino fundamental e todo o ensino médio...
Agora ali
será meu local de trabalho.
Não
recusei o “tour” proposto aos professores novos. Meu olhar não era o de quem
conhece, mas de quem relembra muitas coisas a cada passo... Descrever tudo o
que senti e pensei a cada passo demandaria tempo e paciência pra tentar
traduzir coisas intraduzíveis. Mas olhei com carinho pra sala onde fiz o
terceirão. Também segurei um livro bem velho de série vaga-lume que li na
adolescência. Era o mesmo livro? Sendo a mesma biblioteca, bem provável que
sim...
Mas a
lembrança mais gostosa de lembrar foi de Jessica sentada na beira da quadra de
basquete. A quadra não existe mais, é agora um jardim com bancos... Mas o
“meio-fio” de onde eu olhava Jessica sentada estava lá...
Os
acontecimentos de hoje reuniram condições de tentar resolver um desafio urgente
proposto por um amigo que é sempre gentilmente aberto a responder perguntas,
mas desta vez perguntou. Apenas uma:
“Como seria, pra ti, querer algo que não
pode ter nessa e nem em outra vida?”
Acho que
todos nós temos “querências” de coisas que nunca poderíamos ter. Foi assim com
a Jéssica. Ela “descolada”, membra atuante do “grêmio estudantil” e da oitava
série... Eu da sétima, quieto, tímido...
Ela falou
comigo uma vez toda sorridente. Estava em campanha. Sua chapa “saudações a quem
tem coragem” pretendia controlar o grêmio. Eu, bobo, não vi a militante, mas a
garota linda que dirigia a mim a palavra... Suor frio e coração acelerado como
nunca antes...
Sempre
fui meio “nerd”, apesar de sentar sempre no “fundão” da sala. Nunca tirei nota
vermelha, mas Jessica foi responsável direta por eu nunca ter entendido logaritmo.
Quase manchei de vermelho meu boletim... O fato de eu ter tirado nota azul
(ainda que no limite), faz pensar que talvez eu nem estivesse tão apaixonado
como a minha memória acha que eu estava... Mas lembro que escrevi uma carta.
Uma folha de caderno em frente e verso com algumas palavras e o restante
preenchido com a frase “Estou apaixonado por você”. Era moda ver no “Show de
Xuxa” cartas quilométricas com “Eu te Amo” repetido milhares de vezes. Mas, já
naquela época, eu achava “eu te amo” muito forte pra ser dito assim ao vento,
sem o devido cuidado e sentimento...
Minhas
primas (as gêmeas) e meu irmão acharam a carta e riram, leram em voz alta,
debocharam... Fiquei irado e “fugi de casa”. Parei abandonado em frente a uma
igreja pentecostal, bem próxima do colégio Willie Davids (local da minha
primeira pedalada de hoje). Lá ouvi um sermão onde o pastor afirmava que
somente aqueles que professavam a fé que ele pregava estavam escolhidos para
habitar o reino dos céus. Eu ali, com raiva e sentado no meio-fio, do lado de
fora da fé, pensava: “Estou fora do Reino de Deus...”.
Mas nem
era tão ruim... Se o tal reino teria aquele cara falando aos berros daquele
jeito, era melhor mesmo estar fora. O que eu queria mesmo era entrar no coração
de Jéssica... Minha fuga durou menos de uma hora e, recuperada a carta, dei um
jeito de enfiá-la na caixinha de correio dela... Não sei se ela foi transferida
ou passou a fugir de mim, mas não tenho mais nenhuma lembrança dela além
daquela à beira da quadra...
Outras
paixões vieram, algumas velozes/agradáveis/fugazes, outras longas/sofridas/prazerosas.
A maioria, como sugere a palavra, tem caráter passageiro... Mas existe uma
espécie rara de paixão que parece não ter cura:
"...está aí uma coisa misteriosa.
Existem bilhões de pessoas neste planeta. Mas a gente acaba se apaixonando por
uma pessoa determinada e não quer trocá-la por nenhuma outra." (O Dia do
Curinga – Dama de Espadas – Jostein Gaarder)
O fato é
que, depois da frustração com a Jéssica, consegui realizar muitas coisas que
muitos julgavam impossível. Eu e meu irmão, criados na rua - e sob tutela da vó
Mafalda - éramos cotados pra ocupar uma “vaga” nos presídios do país. No
entanto, frequentamos universidade e nos formamos! Como professor, sempre quis
voltar pro colégio onde passei toda a minha adolescência e o início da
juventude! Hoje voltei...
Algumas
vontades passam. Outras seguem como impossibilidades. Outras a gente sacia.
Algumas, depois de saciadas, voltam a condição de vontades... Pras impossíveis,
acredito que vale a pena preservá-las. Quem sabe o impossível não seja mesmo só
questão de opinião, como disse um chorão...
Sigo
sonhando voar. É bom guardar esta impossibilidade! Talvez um dia alcance o céu
e as estrelas. Mesmo sendo mais provável que a gravidade um dia me vença
definitivamente, esmagando meus ossos inertes junto à terra, ainda assim vale a
pena olhar pro céu com desejo...
Sei que
não solucionei a pergunta. Não é o meu forte achar respostas! Gosto de
perguntar... Mas espero ao menos ter colorido o urgente questionamento do amigo
citado...
Pra
fechar as emoções do dia de hoje, uma lembrança que impulsionou uma vitória pro
agora: O Luiz Miguel ganhou uma bicicleta ao completar cinco anos. Depois de
ter sido diagnosticado com doença rara no ano seguinte, precisou ser preservado
de qualquer atividade de risco, pois sangramentos pra ele podem ter graves
consequências. Agora, perto de completar nove anos e, graças à confiança dada
por um equipamento de segurança, ele pôde finalmente dar as primeiras pedaladas
sem rodinhas...
Um dia de
muita alegria...
Se ele
queria muito pedalar, vontade realizada. Entre outros desejos que ele também
tem, quer muito um dia poder jogar bola (atividade não recomendada na situação
dele). Quem sou eu pra desestimulá-lo? Ele sempre me diz que será “o melhor
jogador de futebol do mundo!” E atuando com a camisa do Londrina!!!
O futuro
não me interessa agora. Hoje, na quadra onde já fiz gol no filho do
ídolo/goleiro Nenéca (a mesma onde meu pai jogava futsal na juventude) meu
filho se tornou “o melhor ciclista do mundo”!
Este ano fui muito mais torcedor fui muito menos poeta/escritor Este ano fui mais professor e muito menos trágico/fala-dor Mas também escrevi... Paródias para meus dois ofícios! Abaixo a oração e no vídeo a primeira paródia que escrevi entre tantas no ano que se encerra em instantes! Um eu torcedor que também fala: Tuba nosso da cor do céu Que os escalados honrem vosso nome
Seja com garra até jogo treino Joguem com raça e muita vontade Em jogo amistoso ou valendo troféu
Elenco forte e bem sucedido nos dai hoje Preparai um time que vença
Assim como nós apoiamos num jogo que tenha perdido E nós cantaremos pra vê-lo campeão Vençamos os da capital
Na semana passada veio a notícia da morte do Luciano Leindecker!
Putz...
Depois de ver o show do Pouca Vogal duas vezes, passei a desejar muito ir a dois shows: um do HG tocando baixo, e outro do Cidadão Quem.
O do HG eu vi em Maringá!
O Cidadão Quem voltou a fazer shows...
Esperança...
Cheguei a sondar a possibilidades de ir ver um show em Porto Alegre.
Não deu...
Mas a chama estava acesa até que...
Fim de papo.
A morte do baixista marcou o derradeiro fim de uma banda que marcou profundamente minha história.
Mas a vida é assim mesmo...
Algumas coisas acontecem conforme nossos desejos, ao passo que, pra outros desejos, é preciso se conformar.
Mas o desejo não realizado não apaga o benefício de ter mergulhado no universo da banda. Em meio a tentos dramas em sua história, vários discos espetaculares, que continuarei levando comigo como fundo musical dos meus dramas pessoais. Entre tantas coisas, eles enfrentaram a morte do primeiro batera em um salto de paraquedas, a história do câncer que levou muito cedo o pai dos irmãos Leindecker e, agora, novamente um câncer levando o Luciano...
Bah!!!
Não sabemos quanto tempo nos resta.
Putz...
Agora se foi o Chespirito, exatamente uma semana depois...
Obrigado Mathias por ter pirateado o Cidadão Quem pra cá através do Juliano!
Valeu Luciano Leindecker!
Valeu Cidadão Quem!
Uma das músicas da banda que mais me marcaram é esta que toquei ontem no ukulele, quando a noite ia caindo, no sétimo dia do fim da Cidadão Quem:
Sendo a amizade o mais sublime dos sentimentos, aquele que está no auge dos caminhos do amor, o adjetivo “melhor”, talvez não engrandeça o sentimento, por si só, grandioso. Mas pareceu, da maneira que me foi dito, uma maneira de tentar traduzir em uma frase toda a alegria em me ter ali, ao seu lado...
Cinco palavras colocadas assim, lado a lado, de uma maneira inédita pra mim! Tudo bem se aquilo foi dito de maneira relativa, sendo eu o seu amigo mais próximo, único naquele momento, quando nosso mundo se resumia apenas a nós dois... Cinco minutos depois as cinco palavras poderiam ser ditas a outras cinco pessoas... Pouco importa!
Do alto de minha alegria, não consegui responder à altura. Eu, que sempre tive muito cuidado e certo receio destes sentimentos sublimes, justamente por tê-los como sagrados, fiquei mudo. Mudo e radiantemente alegre.
Não ouço mais aquela voz há algum tempo...
Sua presença em minha vida nunca foi obrigatória, contratual, ritual...
Simplesmente estávamos ali, lado a lado - naquele momento.
Tivesse a oportunidade, devolveria as cinco palavras àquela pessoa de maneira semelhante...
Talvez aquele sentimento profundo, tão evidente na época, não tenha sobrevivido às engrenagens do tempo. Talvez ainda nos amemos em silencio, em segredo, em um consentimento inaudito de manter distância. Situação que poderá ou não se acabar um dia. Talvez sejamos hoje totalmente estranhos um ao outro. Não sei...
De si guardei apenas o nome, o sorriso, a face, o olhar, a voz e as mais agridoces recordações...
Apenas?
Isso ainda me faz sorrir!
Os mais alegres e gratos sorrisos.
Pudesse esquecer tudo, talvez por instinto ou natureza, me inclinaria a repetir tudo novamente. Talvez trajado com outros valores e percepções sobre o mundo. Mas que importam os valores e percepções quando temos por perto alguém que, pela simples presença e aroma nos traz inenarráveis alegrias?
Mas ainda lembro...
A eventual tristeza de não mais ter, é infinitamente menor que a alegria de ter tido!
Desejo tudo de melhor para si. Sei que talvez este melhor leve a uma estrada que nunca mais se encontrará com a minha. Mas se porventura nossos caminhos mais uma vez se tornarem paralelos, estou hoje pronto para devolver as cinco palavras. Sairiam acompanhadas da interrupção da saudade e do contentamento pelo novo privilégio...
(Friedrich Nietzsche, A Gaia Ciência, aforismo 14)
Despojado Sem sua armadura Despolitizado Em sua ditadura Despoetizado Sem a dor que cura Desinteressado No mundo da lua Desdentado Sem sua dentadura Desorientado Sem GPS nem rua Desdenhado Vê cada um na tua Descontrolado Vivendo sua loucura Desconectado Sem WiFi, tortura... Desapaixonado Ruína e amargura...
Ouvir e fazer Rock’n’Roll aqui em casa ajuda a
aliviar a ansiedade de pegar a estrada em direção à Maringá amanhã...
Um golzinho no estádio que leva o nome do
pioneiro, e primeiro prefeito eleito em Londrina (Willie Davids) pode dar o
quarto título paranaense ao time azul e branco que leva o nome da cidade desde
1956...
Rock é um estilo de vida, uma filosofia, um ritmo
musical, que tem como "capital mundial" a cidade de Londres. A capital da Grã-Bretanha é a mesma de onde veio o projeto e o financiamento pra construir uma
cidade no meio da floresta tropical, no norte do Paraná, a partir do final da
década de 1920.
Golzinho é um cara que nunca vi pessoalmente, mas
que, indiretamente, ajudou muito na luta que meu filho de oito anos trava
contra a falência de sua Medula Óssea, órgão vital ao funcionamento corpo
humano, que nele vai se destruindo em decorrência de uma doença genética rara.
Luiz Miguel como "ator principal" do clipe que gravamos em Janeiro - Caraguatatuba-SP.
Como o doador compatível do órgão que o Luiz
Miguel precisava não aparecia, criamos nossa própria “Medula Óssea”: Uma banda
de rock que, com certeza seria compatível ao garotinho apaixonado por The
Beatles, Engenheiros do Hawaii, Guns N’ Roses, O Teatro Mágico...
Um dos poucos lugares que o Luiz Miguel podia ir
em 2012, devido à sua baixa imunidade, era o Estádio do Café, local aberto e
com pouca movimentação naquele ano... O Londrina, que já fazia parte da vida
dele desde a divisão de acesso, foi se tornando cada vez mais uma grande paixão
e motivação ao garoto. Seu ídolo maior no time era o goleiro Danilo. Depois de
tomarmos 3 gols do Arapongas em casa, o Luiz Miguel ficou triste... Mas ensinei
a ele que, independente da situação, temos sempre que acreditar! Independente de
tudo, temos que apoiar (e nos apoiar) aquilo que nos emociona e que faz sentido
pra nós. E foi nesse momento que colocamos em prática um
projeto do ano anterior – gravar uma versão em rock do hino do nosso Tubarão:
É aí que entra o Golzinho! Além do facebook e do
twitter, compartilhei o link do hino na comunidade do LEC no Orkut, que na
época ainda era bem frequentada. O vídeo foi lançado no youtube em 08/02/2012,
antes do empate em 1 a 1 diante do Coxa no Café. Dias depois recebi um scrap no
Orkut:
Ficamos muito felizes que alguém, além de nos e do
Luiz Miguel, tinha gostado da versão. Certa vez ouvi nosso som tocando no carro de um
torcedor a caminho do estádio. Muito legal! Mas a grande emoção foi quando
ouvimos nosso hino no sistema de som do estádio... Foi o Golzinho quem levou o áudio retirado do youtube ao Estádio do Café. Como isso fez bem ao Luiz
Miguel!!! Um rock, do LEC, e nosso, no estádio... Perfeito!
Mas o melhor estava por vir! O LEC não foi tão bem
no campeonato daquele ano e, depois do Paranaense, ficou sem calendário. No ano
seguinte, logo na estreia em casa, nossa versão do hino figurava nas caixas de
som do estádio (E assim foi durante toda a bela temporada de 2013...). Acontece
que, no final do primeiro turno do Paranaense, numa quarta-feira, às vésperas
da badalada partida diante do Coritiba, encontramos o técnico Cláudio Tencati
na Catedral e meu irmão Emerson, baterista, foi pedir pro chefe se era possível deixar
o Luiz Miguel entrar com o goleiro Danilo em campo no domingo. O treinador foi muito gentil e disse que nos ajudaria a colocar o Luiz Miguel lá diante do seu ídolo. Nosso amigo
cantor, Bruno, ouviu a história do menino fã do LEC, do Danilo, que gosta de
ouvir o hino em Rock no estádio... Ele passou isso à TV Tarobá.
Deu pra perceber o ciclo e a importância do
Golzinho na história? Ele levou nossa versão do hino pro estádio. A partir da
história do “hino que toca no estádio” e o Menino que precisa de transplante de
Medula Óssea, a TV Tarobá resolveu mediar este emocionante encontro entre Luiz
Miguel e Danilo:
No final do ano passado, o meu amigo Armando organizou
uma exposição com as principais taças da história do LEC no colégio onde ele é
professor de história. Estar diante das taças nos motivou a resgatar mais um capítulo da belíssima história do nosso time. Assim, diante de nossos símbolos
históricos, gravamos uma versão Rock n’ Blues para o primeiro hino oficial do
LEC, “Bandeira do Meu Coração”:
O Golzinho mais uma vez compartilhou nossa nova versão - agora no
facebook - e desafiou num comentário: “Agora só falta uma versão para “Londrina
Querido”:
Que emoção chegar no estádio pro duelo que a
imprensa vem chamando de “final caipira” e ouvir só o fino do Rock! Isso em
semana de “ExpôLondrina”. Que alegria ouvir, na final do Campeonato Paranaense
numero 100, a nossa versão pra um hino histórico do Londrina! Esses caras do
som merecem todo o meu respeito e admiração. O efeito que eles produziram (sem nenhum Jabá ou “padrinhos”) nos nossos
corações e no coração de um menininho que luta pra sobreviver, é algo
impressionante e de muito valor.
Até entendo as pessoas que querem chamar o duelo
derradeiro do Paranaense de “final caipira”, afinal, no escudo do LEC achamos a
rama do Café, referência à atividade agrária que deu base à nossa história (e
por tabela à de Maringá também). Mas João Sampaio, Willie Davids, Arthur Thomas
e outros pioneiros, não chamaram a cidade de “filha de Londres” à toa! O russo
Alexandre, que projetou Londrina, era chamado de louco por prever uma grande
metrópole aqui...
Ele acertou!
Londrina, um nome urbano pra uma sociedade que
cresceu pela via agrária do café... Se somos caipiras, somos também urbanos! E se
posso escolher entre as duas correntes, com todo respeito aos sertanejos (os do
sertão mesmo, não esses de ocasião), fico com a cultura e musica urbana. Fico com
o Rock! Me perdoem os adeptos de outros estilos, mas se até o nosso volante "guardião da zaga", o Diogo, é Rock, nosso sistema de som toca Rock, nossos torcedores usam camisas do LEC com símbolos de bandas de rock (Já vi AC-DC, Metálica e Raul Seixas), nossa Torcida Organizada faz versões de Clássicos do Rock (Plunct-Plact-Zum e bebendo vinho), posso dizer que o Estádio do Café é MUITO Rock'N'Roll!!! Rivalidades à parte, já fui à alguns shows de Rock em Maringá, e encontrei muita gente que curte o bom e velho Rock... Permitam-me então
dizer que, amanhã, sob o meu ângulo de visão, vou assistir a uma “Final do Rock”!
No interior, mas nem por isso menos urbana (como querem alguns curitibanos que agora
chamam pejorativamente o campeonato estadual de “ruralzão”).
Se você chegou até aqui (sei que escrevo demais),
permita-me dizer que, nunca me emocionei tanto em um jogo de futebol como no
jogo de volta da semifinal diante do CAP!
Banda Medula Óssea, Luiz Miguel e grandes amigos no histórico Londrina 4 x 1 Atlético PR em 02/04/2014.
Depois daquele dia concluí que, com ou sem título,
independente do resultado da final, nosso time merece ser aplaudido de pé no
final do jogo: Por nós lá em Maringá e por toda a “nação alviceleste”!
Mas vamos torcer até o fim pra que o Vitor não
tome nenhum gol e que o LEC faça ao menos um golzinho, pra que a gente volte de
Maringá ouvindo Rock no Último volume, cantando a história do nosso Tubarão!
Eu, toda a banda Medula Óssea e o Luiz Miguel,
dedicamos a nossa versão pra “Londrina Querido” ao Golzinho Eterno, o torcedor
apaixonado do LEC que é a voz do Estádio do Café: