O sol está perdendo a guerra contra a escuridão!
Os dias são cada vez mais curtos!
Há quem tenha perdido as esperanças.
Há os que falam do fim dos tempos...
Mas qual é o fim?
Qual é a finalidade?
Não espero responder!
Mas guardo a impressão de que cada um dará seu próprio fim aos tempos, afinal, como disse um poeta, viver não é preciso!
O fim dos tempos não deve ser preciso...
Somos construtores de ruínas, mas mesmo assim o sol segue aparecendo de manhã.
Tem ficado menos tempo no céu, é verdade...
Mas já há profetas que falem de um evento grandioso - um tal de solstício! Dizem que este dia está próximo e que, a partir daí, os dias ficarão cada vez mais longos e o sol vencerá a escuridão...
Espaço destinado ao "Sim"... Ao "devir", ao riso e a entrega total ao tempo... Venha a dor, venha o prazer, venha a vida em sua plenitude... Tudo que é podre e morto, não será bem-vindo. Afastem-se, pois é só para vivos, só para loucos...
quarta-feira, 17 de junho de 2015
segunda-feira, 27 de abril de 2015
Inútil Compaixão
Queria escrever o mais belo poema do mundo
Sem rima nenhuma, deixar meu recado
Queria saber que, só de te saber assim,
só de escrever... te salvei do afogamento!
Mas embora saiba da água que te oprime,
da correnteza implacável que poderá aproximar
ou afastar a maré da altura de tuas narinas...
ou afastar a maré da altura de tuas narinas...
Meu deus, que aflição!
De mãos atadas pela distância, escrevo.
De mãos livres, aqui, escrevo
De mãos livres, aqui, escrevo
um conforto, um apoio, uma oração...
Mas não entendo de oração, gramática, compaixão...
Nas rimas que perdi outrora
No verso que retorna agora
Me coloco ao seu lado,
distante, a esperar
[Esperar com quem
sempre espera comigo]
sempre espera comigo]
Esperar é o que posso
até tudo passar...
"...seu corpo exige atenção
E nessas horas nada mais importa.
Nem oração, nem poemas
Nem música, nem televisão..."
E nessas horas nada mais importa.
Nem oração, nem poemas
Nem música, nem televisão..."
(Leoni)
sábado, 4 de abril de 2015
iPoem
Poeta
parado na fila
Na fila
que eu não vou parar
Num bloco
de notas moderno
Poemas me
ponho a criar.
Poeta
parado na fila?
Poeta
parado não há!
Na fila
haverá poesia
Só basta
ao poeta encontrar.
Poeta
vivendo na fila
E nada o
fará desligar
Se então
acabar bateria
Fará
poesia no olhar.
sexta-feira, 3 de abril de 2015
Sexta da Paixão
Do alto
da cruz, todo lambuzado de um líquido vermelho que não era meu sangue,
Vi um
povo piedoso fingindo acreditar que eu sangrava.
A minha
voz repetia frases repetidas por mais de dois mil anos
em
igrejas, lares, bares e outros teatros como aquele...
Do alto
da cruz eu, muito vivo, fingia morrer!
E as
pessoas que fingiam crer na minha morte,
queriam
me ver vivo novamente.
Então eu,
morto de cansaço,
dolorido
pelos parafusos que agarrei com os dedos na cruz,
ferido
pelas pancadas que levei
quando os
que deveriam fingir me bater me bateram de verdade...
Assim eu,
morto, fingia estar vivo...
Todo de
branco, braços erguidos e uma mensagem de fé e paz...
Todos me
vendo, não me viam!
Alegres
voltavam pra casa pensando ter visto,
mesmo sem
ver, toda a paixão de Cristo...
E se de
devoção não sou assim tão adepto,
ao menos
de paixão eu sou...
E assim,
apaixonado, entregava minha pesquisa,
minhas
escolhas no roteiro,
meus
acréscimos interpretaríeis em uma história clássica...
E com
ajuda de muitos em cena,
o ciclo
por várias vezes se repetiu:
vivo
fingindo estar morto e morto fingindo estar vivo...
Por mais
de três vezes morri!
Nas
mortes, a parte tudo que perdi, sempre eu ressuscitei!
Agora a
minha voz, que antes imitava as palavras de deus,
é ela
própria a voz de um deus...
terça-feira, 31 de março de 2015
Inspiração e Vida
Não vou
usar o clichê de dizer que "são a razão da minha vida". Não são! Até
porque não acho que a tal "razão" seja lá grande coisa...
Com eles
aprimorei meu egoísmo (entre todos os "ismos" o que mais me agrada)!
E não no sentido raso e liberal do termo. Não enxergo possibilidade de
existência humana alheia ao egoísmo. Até o altruísmo, na medida em que faz bem,
tem finalidade egoísta! Tudo o que se pretende coletivista remete à diluição e
morte do indivíduo em favor de causas mortas, vazias, alheias a vida...
Mas
voltando a reflexão, com eles aprendi a aproveitar cada segundo e viver na
urgência de não poder mais amanhã. A doença que assombra e provoca piedade sob
uma perspectiva pessimista, é a mesma que em nós impulsiona ao deslumbramento e
a intensa vontade (força) de viver!
De minha
parte, quero entregar meus dias na tentativa insana de prolongar sua existência
comigo! Quero mostrá-los que, embora a luta deles seja só deles, estou pronto
pra ficar sempre perto e, se necessário, sacrificar minhas maiores vontades em
favor de suas necessidades...
Por que
isso se sou egoísta?
O meu
egoísmo é assim... Minha luta pra vislumbrar o impossível é o que me inspira!
Por isso adapto o clichê:
Eles são
a inspiração da minha vida!
Hoje é
dia de comemoração simultânea! Há exatos 9 anos convivo com o curinga Luiz
Miguel. Em um mesmo 31/03, há 4 anos, chegou a pequena jocker Clara!
Bicicletas
e muita alegria neste aniversário! Que venham mais dias de luta! Estou
preparado!
"O
meu egoísmo é tão egoísta
Que o
auge do meu egoísmo é querer ajudar.
Não sei
porque nasci
Pra
querer ajudar
A querer
consertar
O que não
pode ser.
Não sei
pois nasci para isso
E aquilo
e o inguiço de tanto querer.
Carpinteiro
do universo inteiro eu sou assim!
No final,
carpinteiro de mim." (Raul Seixas).sábado, 21 de março de 2015
Luz e Sombra
Claro e escuro
Outono e verão lado a lado
De um lado no rosto a barba
Um lado do rosto pelado
Dia e noite
Sem sol, chuva e corpo molhado
Conservo a alegria da vida
E um peito tristonho apertado
Bem e mal
Pro bem todos dizem dotados
Verdades com ódio gritadas
O mal sempre está do outro lado
E eu que não sou minha barba
Nem o nome por que sou chamado
Não sou o meu tipo sanguíneo
Nem o sangue por mim derramado
Não sou um perfil de internet
Nem um texto por mim editado
Não sou os trabalhos que faço
Nem o lado do rosto pelado
Sou da esquerda a mão que escrevo
Da direita o pé que chuta em gol
Não sou da Gironda ou San Jacques
Calado poeta não sou...
Sou caos, sou rural, sou cidade
Não sou só mais um, sou milhares!
Onde posso evitar os altares
Maniqueus desta sociedade?
terça-feira, 10 de março de 2015
O Impossível e os Sonhos
Por
“motivo de força maior” não comecei o ano fazendo aquilo que estudei muito pra
fazer...E
não é que eu tenha “esticado as férias”, como maldosamente sugeriram alguns.
Vivi dias de tensão e sem dinheiro algum no bolso... Acompanhei eventos
espetaculares promovidos por colegas de profissão, escrevi e participei da
gravação de marchinhas de carnaval bem peculiares, além de atuar como “Bike Bloc”
em uma manifestação de rua:
Não tive coragem (cara-de-pau) de fazer uma selfie minha bloqueando o transito na última manifestação, mas, todo de preto, ajudando ao professor (esquerda da foto) e a outros ciclistas, me tornei um “bike bloc”.
Depois de
dias tensos iniciei o ano nos meus locais de trabalho. Ano passado eu precisava
sair de casa às 6:15 pra começar a trabalhar às 7:45. Um lugar excelente. Mas
distante... Hoje saí de casa com a minha bicicleta às 7:51 e cheguei às 7:58 no
colégio onde realizaria a preparação pra volta as aulas na próxima quinta...
À tarde a
pedalada para um outro colégio teve mais que sete minutos: Foram dez. Uma boa e
estranha sensação de voltar pro colégio em que fui aluno durante os quatro anos
finais do ensino fundamental e todo o ensino médio...
Agora ali
será meu local de trabalho.
Não
recusei o “tour” proposto aos professores novos. Meu olhar não era o de quem
conhece, mas de quem relembra muitas coisas a cada passo... Descrever tudo o
que senti e pensei a cada passo demandaria tempo e paciência pra tentar
traduzir coisas intraduzíveis. Mas olhei com carinho pra sala onde fiz o
terceirão. Também segurei um livro bem velho de série vaga-lume que li na
adolescência. Era o mesmo livro? Sendo a mesma biblioteca, bem provável que
sim...
Mas a
lembrança mais gostosa de lembrar foi de Jessica sentada na beira da quadra de
basquete. A quadra não existe mais, é agora um jardim com bancos... Mas o
“meio-fio” de onde eu olhava Jessica sentada estava lá...
Os
acontecimentos de hoje reuniram condições de tentar resolver um desafio urgente
proposto por um amigo que é sempre gentilmente aberto a responder perguntas,
mas desta vez perguntou. Apenas uma:
“Como seria, pra ti, querer algo que não
pode ter nessa e nem em outra vida?”
Acho que
todos nós temos “querências” de coisas que nunca poderíamos ter. Foi assim com
a Jéssica. Ela “descolada”, membra atuante do “grêmio estudantil” e da oitava
série... Eu da sétima, quieto, tímido...
Ela falou
comigo uma vez toda sorridente. Estava em campanha. Sua chapa “saudações a quem
tem coragem” pretendia controlar o grêmio. Eu, bobo, não vi a militante, mas a
garota linda que dirigia a mim a palavra... Suor frio e coração acelerado como
nunca antes...
Sempre
fui meio “nerd”, apesar de sentar sempre no “fundão” da sala. Nunca tirei nota
vermelha, mas Jessica foi responsável direta por eu nunca ter entendido logaritmo.
Quase manchei de vermelho meu boletim... O fato de eu ter tirado nota azul
(ainda que no limite), faz pensar que talvez eu nem estivesse tão apaixonado
como a minha memória acha que eu estava... Mas lembro que escrevi uma carta.
Uma folha de caderno em frente e verso com algumas palavras e o restante
preenchido com a frase “Estou apaixonado por você”. Era moda ver no “Show de
Xuxa” cartas quilométricas com “Eu te Amo” repetido milhares de vezes. Mas, já
naquela época, eu achava “eu te amo” muito forte pra ser dito assim ao vento,
sem o devido cuidado e sentimento...
Minhas
primas (as gêmeas) e meu irmão acharam a carta e riram, leram em voz alta,
debocharam... Fiquei irado e “fugi de casa”. Parei abandonado em frente a uma
igreja pentecostal, bem próxima do colégio Willie Davids (local da minha
primeira pedalada de hoje). Lá ouvi um sermão onde o pastor afirmava que
somente aqueles que professavam a fé que ele pregava estavam escolhidos para
habitar o reino dos céus. Eu ali, com raiva e sentado no meio-fio, do lado de
fora da fé, pensava: “Estou fora do Reino de Deus...”.
Mas nem
era tão ruim... Se o tal reino teria aquele cara falando aos berros daquele
jeito, era melhor mesmo estar fora. O que eu queria mesmo era entrar no coração
de Jéssica... Minha fuga durou menos de uma hora e, recuperada a carta, dei um
jeito de enfiá-la na caixinha de correio dela... Não sei se ela foi transferida
ou passou a fugir de mim, mas não tenho mais nenhuma lembrança dela além
daquela à beira da quadra...
Outras
paixões vieram, algumas velozes/agradáveis/fugazes, outras longas/sofridas/prazerosas.
A maioria, como sugere a palavra, tem caráter passageiro... Mas existe uma
espécie rara de paixão que parece não ter cura:
"...está aí uma coisa misteriosa.
Existem bilhões de pessoas neste planeta. Mas a gente acaba se apaixonando por
uma pessoa determinada e não quer trocá-la por nenhuma outra." (O Dia do
Curinga – Dama de Espadas – Jostein Gaarder)
O fato é
que, depois da frustração com a Jéssica, consegui realizar muitas coisas que
muitos julgavam impossível. Eu e meu irmão, criados na rua - e sob tutela da vó
Mafalda - éramos cotados pra ocupar uma “vaga” nos presídios do país. No
entanto, frequentamos universidade e nos formamos! Como professor, sempre quis
voltar pro colégio onde passei toda a minha adolescência e o início da
juventude! Hoje voltei...
Algumas
vontades passam. Outras seguem como impossibilidades. Outras a gente sacia.
Algumas, depois de saciadas, voltam a condição de vontades... Pras impossíveis,
acredito que vale a pena preservá-las. Quem sabe o impossível não seja mesmo só
questão de opinião, como disse um chorão...
Sigo
sonhando voar. É bom guardar esta impossibilidade! Talvez um dia alcance o céu
e as estrelas. Mesmo sendo mais provável que a gravidade um dia me vença
definitivamente, esmagando meus ossos inertes junto à terra, ainda assim vale a
pena olhar pro céu com desejo...
Sei que
não solucionei a pergunta. Não é o meu forte achar respostas! Gosto de
perguntar... Mas espero ao menos ter colorido o urgente questionamento do amigo
citado...
Pra
fechar as emoções do dia de hoje, uma lembrança que impulsionou uma vitória pro
agora: O Luiz Miguel ganhou uma bicicleta ao completar cinco anos. Depois de
ter sido diagnosticado com doença rara no ano seguinte, precisou ser preservado
de qualquer atividade de risco, pois sangramentos pra ele podem ter graves
consequências. Agora, perto de completar nove anos e, graças à confiança dada
por um equipamento de segurança, ele pôde finalmente dar as primeiras pedaladas
sem rodinhas...
Um dia de
muita alegria...
Se ele
queria muito pedalar, vontade realizada. Entre outros desejos que ele também
tem, quer muito um dia poder jogar bola (atividade não recomendada na situação
dele). Quem sou eu pra desestimulá-lo? Ele sempre me diz que será “o melhor
jogador de futebol do mundo!” E atuando com a camisa do Londrina!!!
O futuro
não me interessa agora. Hoje, na quadra onde já fiz gol no filho do
ídolo/goleiro Nenéca (a mesma onde meu pai jogava futsal na juventude) meu
filho se tornou “o melhor ciclista do mundo”!
Quem sou
eu pra duvidar de sonhos?
“Sonhar é
acordar-se pra dentro.”
(Mário
Quintana)
domingo, 25 de janeiro de 2015
Mergulho Ascendente
Precede a Romeu todo amor
Tragédia que esmaga o viver
Chama que aumenta na dor
Julieta sentindo o impossível!
Impossível é não te querer
Unidos por força invencível!
Tragédia que faz perecer
Saudade - presença ficou
Morrendo pra sobreviver
Da vida outra morte brotou
Anseio a viagem no tempo
Passado previ no baralho
Mergulho subindo no vento
Fazendo soneto ao contrário
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Tuba Nosso
Este ano fui muito mais torcedor
fui muito menos poeta/escritor
Este ano fui mais professor
e muito menos trágico/fala-dor
Mas também escrevi...
Paródias para meus dois ofícios!
Abaixo a oração e no vídeo a primeira paródia que escrevi entre tantas no ano que se encerra em instantes! Um eu torcedor que também fala:
Tuba nosso da cor do céu
Que os escalados honrem vosso nome
Elenco forte e bem sucedido nos dai hoje
Preparai um time que vença
fui muito menos poeta/escritor
Este ano fui mais professor
e muito menos trágico/fala-dor
Mas também escrevi...
Paródias para meus dois ofícios!
Abaixo a oração e no vídeo a primeira paródia que escrevi entre tantas no ano que se encerra em instantes! Um eu torcedor que também fala:
Tuba nosso da cor do céu
Que os escalados honrem vosso nome
Seja com garra até jogo treino
Joguem com raça e muita vontade
Em jogo amistoso ou valendo troféu
Joguem com raça e muita vontade
Em jogo amistoso ou valendo troféu
Elenco forte e bem sucedido nos dai hoje
Preparai um time que vença
Assim como nós apoiamos num jogo que tenha perdido
E nós cantaremos pra vê-lo campeão
Vençamos os da capital
Amém.
E nós cantaremos pra vê-lo campeão
Vençamos os da capital
Amém.
sábado, 29 de novembro de 2014
CH 8
CH(SH)akespeare,
CHarles
CHaplin,
CHapolin,
CHapatin,
CHaves,
CHespitito!
CHora
CHiquinha...
CH
Valeu
Bolaños!!!
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