segunda-feira, 30 de abril de 2012

Conceitos de Segunda #13

Gosto de esperar às 18 hs de segunda-feira, pra escrever meus "conceitos de segunda", com as minhas impressões ao final do horário comercial do primeiro dia útil da semana... Agora já são 20:31, e qualquer coisa que eu escreva agora, vai ser contraditório com a filosofia trágica do blog...
Optei por escrever poesias, quando não estava inspirado pra melodias... Desde dezembro do ano passado, até a poesia se tornou escassa, então pra não perder a prática da escrita, me contentei com conceitos... Agora nem pra conceitos sobrou inspiração.
Na ultima terça-feira, descobri que além de meu filho Luiz Miguel, também a minha filha Clara possui a doença rara chamada de "Anemia de Fanconi". Por conselho do medico daqui, me mantive longe de especulações acerca da doença no "Dr. Google". Lá em Curitiba a médica me revelou coisas sobra a doença que me deixaram bem pra baixo. Me indicou um site com informações confiáveis acerca da doença. Está em inglês o www.fanconi.org . Mesmo tendo o imenso azar de possuirmos ambos o fator genético que resulta na manifestação da doença, as chances de termos filhos portadores de AF era de 1 para 4. As chances de uma criança ter AF no geral são de 1 para 300.000. Tive 100% de filhos com a doença...
Ouvir de um religioso que era preciso fazer orações pra perdoar pecados nossos e de antepassados (o que justificaria a doença como um castigo divino), me deixou muito irritado. Mas confesso que as vezes fico com a impressão de que carrego uma energia negativa que corrói tudo o que está perto de mim. Bem niilista isso, eu sei. Mas tanto azar assim, me deixou intrigado. Claro que não me refiro aos meus filhos. Embora eu saiba que eles são o que são, junto com a doença desde que nasceram... Jamais me arrependeria de ter sido pai das crianças de sorriso lindo e fácil... Mas não posso evitar a tristeza.
Pela média de idade dos portadores, de acordo com o site, meus filhos (se entrarem nas estatísticas gerais) não chegariam a ter a minha idade... Putz, tão poucas linhas e minha cabeça já está explodindo de dor... Não quero dizer mais nada. As vezes, pra não chorar, me dá vontade de xingar, falar palavrões pros fanáticos religiosos (e suas denominações) que ficam procurando meus "pecados genealógicos". Às vezes dá vontade até de ofender a meus amigos mais próximos.
Não vou fazer isso. Não agora. Não aqui. Esse é meu texto menos trágico. Nem sei se deveria ser publicado aqui no blog. Fiz um compromisso comigo mesmo de fazer a cada segunda uma balanço geral através de uma opinião. Isso sou eu agora! Espero e luto pra que mude, afinal aqui não é o "niilistica mente falando". Fico respaldado por ser apenas mais um conceito de segunda categoria... Já que não vou xingar, vou ao menos, com a ajuda da Pitty, amaldiçoar:

MALDITOS CROMOSSOMOS!


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Conceitos de Segunda #12


“Possuem alguma coisa da qual se orgulham. Como chamam, mesmo, àquilo que os torna orgulhosos? Chamam-lhe instrução, e é o que os distingue dos pastores de cabras. [...].” (Nietzsche: “Assim Falou Zaratustra” – Primeira parte)
Somos tão orgulhosos de nossos valores, levantamos bandeiras em favor da “cultura”, e acreditamos piamente na superioridade dos que são “instruídos” em relação  aos pastores de cabras. Não creio na igualdade entre os homens, e junto com Nietzsche, considero um atentado a raridade de cada indivíduo a ideia de valores universais em torno da igualdade dos homens. “cada um de nós é um universo” (Raul Seixas). Mas ao mesmo tempo, demarcar a individualidade de cada um utilizando categorias “melhor”, “pior”, “bom” e “mau”, me parece uma grosseira estupidez.
Um doutor, que por anos se dedicou a sua ciência, não conseguiria conduzir por cem metros um rebanho de cabras “melhor” que o “pior” pastor de cabras. Acho que independente dos instrumentos de avaliação de nossa sociedade estúpida, devemos buscar sempre o melhor, dentro daquilo que nos causa prazer. Acredito que o bom pastor de cabras, é tão bem sucedido quanto o homem que se instrui por prazer. O homem instruído por pressão externa é em minha visão um verme diante do analfabeto que conduz como ninguém um rebanho de animais.
Lembro-me de uma velha historinha de um sábio que atravessava um lago com a ajuda de um barqueiro e ia pelo caminho mostrando o quanto o homem perdeu de sua vida sem ter aprendido gramática, literatura, história, matemática, biologia... No meio do trajeto o barco fura, e o barqueiro pergunta ao sábio: “Sabe nadar?” O sábio balança negativamente a cabeça e o barqueiro diz: “Sua vida inteira perdida...”
“uns são mais coordenados, determinados, obcecados. Outros atrás, vão levando a vida e quem ousa dizer que é pior?” (Duca Leindecker) 

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Conceitos de Segunda #11

Entre todas as ações estúpidas que praticamos a sombra de nossa “cultura”, nada me parece mais ridículo do que o consumismo. Campanhas publicitárias vivem buscando um meio de fazer com que creiamos ser necessário algo inútil. “mira a laiser, miragem de consumo, latas e litros de paz teleguiada” (Humberto Gessinger).

No caso das datas comemorativas nem é necessário o apelo. Como pode um chocolate em formato oval, oco por dentro, com o mesmo peso de uma barra de chocolates (do mesmo chocolate) custar 500% a mais? Ah, mas o ovo é um dos símbolos da vida... bla, bla, bla... Vida bizarra essa: Ovos de chocolate chocados por um mamífero... Ah, o coelho simboliza fertilidade... bla... bla... bla... As pessoas estão “cagando” pra essa simbologia. O que importa a todos é que é assim que funciona! Páscoa é momento de pagar caro por um monte de papel com um pouco de chocolate dentro, e às vezes um brinquedinho pras crianças. Quem me conhece, sabe que meu pai trabalha com produção de chocolates em Bauru, e que com ele e sua esposa aprendi a produzir também trufas e ovos de páscoa artesanais. Não quero parecer hipócrita. Nas pascoas anteriores, tirei vantagem dessa mentalidade (embora sem os preços abusivos do mercado), e se preciso fosse tiraria novamente. Mas minha opinião pessoal permanece. Acho tudo isso ridículo.

Trabalhar num supermercado na adolescência, e ter acesso aos preços de custo, e de venda de todas as mercadorias, me fizeram aprender muita coisa. Existem coisas, como bebidas alcoólicas, que possuem muitos impostos. Sob o pretexto de desestimular o vício, o governo enche os bolsos em cima dos cachaceiros. Quem paga 20 reais em uma garrafa de vodca, leva pra casa um produto que custou cerca de 4 reais. Esse valor já tem embutido o lucro do fabricante, que deve ter gastado uns 2 reais pra produzir a bebida e engarrafa-la. Até entendo um pouco esse argumento dos impostos nas bebidas. Mas e nos instrumentos musicais? Querem difundir cultura pelo país, mas só os que foram educados pela erudição da “bosta nova” podem tocar violão?

Putz... já viajei na onda dos impostos... Deixa isso pra lá. Ontem ganhei um ovo de páscoa e uma colomba (panetone inventado em outro formato) de minha mãe. Ele trabalha em uma das “Lojas Americanas”, e pagou na colomba um terço do valor que ela possuía na semana anterior, e um real no ovo que antes custava 15. Liquidação? Valor abaixo do custo? Acho que não! Quando algo estava pra vencer onde eu trabalhava, nós colocávamos no preço de custo, que era sempre quase (ou mais que) a metade do valor habitual. As pessoas compravam rapidinho e sem pensar muito. Provavelmente é depois da data festiva que os Panetones, Ovos de pascoa e afins assumem seu preço justo. Eles nunca perdem... O ovo vendido a 1 real, provavelmente foi comprado por este preço (ou até menos) pela loja...

Minha mãe, quase sempre sem grana, me ensinou, às vezes, a esperar a páscoa passar pra que eu pudesse ganhar meu Laka de cada ano. Se sobrassem ovos quebrados, ficavam ainda mais baratos e eu nem ligava... Assim eu comia mais chocolates. Esse ano fui na loja vê-la, antes da páscoa, e ela me perguntou qual ovo eu queria ganhar. Lembrei que uma vez presenteei alguém com 10 barras de chocolate (1kg), e escrevi no cartão que minha amizade não era oca por dentro, e nem feita de aparências (papéis enfeitados) por fora... Era simples, porém maciça, plural (vários tipos de chocolate) e bem mais duradoura.

Assim, após essa lembrança, apontei pra ela o ovo que misturava os meus preferidos: Branco e meio-amargo. Mas disse a ela que com a grana que ela gastaria no ovo, ela poderia me comprar várias barras. Assim ela fez... Uma cestinha com as barras que eu queria e mais alguns bombons.

Não levo minha opinião às ultimas consequências, de modo a deixar o Luiz Miguel (e futuramente a Clara) com vontade das coisas que todas as outras crianças ganham. Ele ganhou seus ovos, e imaginou o coelhinho, que até carta deixou pra ele esse ano com as tradicionais pegadas azuis. Ele vive a magia do momento... Nem precisa de muito. O chocolate (um deles, azul e branco, que eu mesmo fiz), ele nem comeu. Mas o sorriso se desenhou largo e bonito. Não quero formata-lo com a minha maneira de ver as coisas. Só quero que ele entenda meus valores, pra poder criar os dele.

Aqui em casa já é uma tradição comer os meus panetones preferidos em janeiro, quando eles deixam de custar 15 pra custar 5 reais. Tradição também é ver o Luiz Miguel, que não gosta de panetone, sorrir ao ver a caixa que logo se transformará em um capacete de soldado.

Segunda-feira que vem vamos pra Curitiba pra que o Luiz Miguel faça a primeira consulta no Hospital das Clinicas da UFPR, onde ele fará o tratamento pra Anemia de Fanconi. Se tudo der certo, deixo o próximo texto nas primeiras horas da próxima segunda...

Um beijo do soldadinho do panetone:

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A Espera do Primeiro Beijo (Versão Original)

Sempre a espera do primeiro (o próximo) beijo, encontrei a versão original da música que publiquei com péssima qualidade de gravação em 23/09 ultimo.

A versão original que compus em 2005 (numa ocasião muito específica), e gravei com Mateus Amanai (em 25/09/2008) pro projeto "Consoante", também é tecnicamente pobre (ainda antes da metamorfose do Mateus em Rick Boi-Latiu), mas ainda assim é bem mais trabalhada que a minha gravação publicada no início da ultima primavera.

Quem sabe um dia a gente não consiga achar a "versão final" da música pra gravá-la num formato "elétrico power rock", com todos os recursos digitais e sonoros que possuímos hoje?


segunda-feira, 9 de abril de 2012

Conceitos de Segunda #10

Amor...

Palavra que apesar de muito “gasta”, (sobretudo pela musica de massa que é consumida no Brasil), não deixa de ter seu valor incomensurável como conceito que melhor exprime o sentimento que une seres humanos, conferindo a estes alegrias, forças e sentido para viver e “amar” a sua condição de vivente.

Muito se fala na “semana santa” a respeito do amor incondicional de Jesus pelos seus. Um amor capaz de morrer e até superar a morte em favor dos homens. O cristianismo apropriou-se do conceito grego do amor “ágape” para definir o amor de Cristo.

Não pretendo iniciar uma discussão teológica ou etimológica aqui, mas ouvir tanto nessa semana sobre o amor incondicional de Jesus, me fez pensar também nos outros dois conceitos gregos para categorizar o amor: Eros e Philos.

Grosso modo podemos dizer (sem platonismos) que o Amor Eros está relacionado a atração que estimula a aproximação irresistível de duas pessoas apaixonadas uma pela outra. Eros é a energia química que despe os corpos numa entrega mutua, numa união empírica incontestável. Platão tentou conceituar e “redimir” Eros, retirando deste a sensualidade. Se liga seu Platão, somos todos (ou quase, pois hoje há inseminações artificiais) filhos de Eros. Entramos na corrida pela vida com milhões de outros espermatozoides após uma junção humana de inspiração “Erótica”.

Depois de Platão, veio o cristianismo (platonismo para o povo, segundo Nietzsche) atribuir ao Amor Eros uma natureza fugaz, pouco racional e às vezes algo a se ter vergonha. É um “pecado original”, que apesar de necessário à nossa existência, merece culpa e pedido de perdão à Deus. Desde a catequese (formação católica que tive), acho isso muito estranho e contraditório. Que seja! Não podemos compreender tudo, e isso nem é tão importante. “Descobrir o verdadeiro sentido das coisas, é querer saber demais...” (O Teatro Mágico).

Assim acredita-se que o Amor Philos, relacionado ao sentimento fraternal, de amizade sincera, ou ao sentimento entre pais e filhos... É muito mais nobre, por ser desapaixonado, racional, constante... Não quero fazer comparações valorativas, mas embora eu entenda a beleza e importância fundamental do Amor Philos, não consigo concordar que seja menor, ou menos importante que Eros.

É comum atribuir a Philos o sentimento que permanece em um par de amantes quando inevitavelmente a paixão acaba. Eros com toda a sua força de atração, junta duas pessoas, mas logo passa e deixa Philos, menos intenso, porem mais duradouro e sensato em seu lugar. Não vivi uma experiência de amor nesta ordem. Pra mim Eros foi um resultado de Philos, e não o contrário. Não estou insinuando que este seja o caminho correto, ou ideal, mas pra mim foi extremamente proveitoso fazer o caminho inverso ao convencional. “O que eu como a prato pleno, bem pode ser o seu veneno. Mas como vai você saber sem tentar?” (Raul Seixas).

Ágape é ainda mais nobre que Philos no ponto de vista cristão. Amor divino que devora tudo ao seu redor e tem sua felicidade na felicidade (salvação) daquele(s) que ama. Pra muitos esse é um amor reservado somente a Deus (ou aos deuses). Nenhum ser humano poderia alcançar tal sentimento. Mas também não é dito que somos semelhantes ao criador? Poruqe não poderiamos repetir a forma do amor a imagem e semelhança deste criador?

Os três conceitos gregos do amor parecem estar distantes um do outro. Ao criar estas categorias para o amor, criou-se uma divisão onde cada um destes é sentido separadamente, e não podem estar juntos. De minha parte, acredito que mesmo amando-a em Eros, não deixei em nenhum momento de amá-la Philos também. Sentimento pra poucos. Sinto-me privilegiado por isso. Claro que não posso provar o que digo. Nem sei se conceitos são realmente úteis pra falar de sentimentos indescritíveis. Será possível deixar algum rastro do que se sente, ou do que se pretende dizer com um “Eu te Amo”? Só sei que sinto algo. Os conceitos me dão uma ideia que parece se afinar, de certo modo, ao que acontece aqui dentro de mim.

Não seria sensato dizer que é possível amar Ágape, Philos e Eros a um só tempo. E se alguém ousar dizer ou imaginar sentir isso poderá ser taxado de louco. Se algum ser humano algum dia chegou nessa plenitude (reconciliando os amores outrora sepárados), certamente não nos diria, afinal, a este, nada mais além do amor importa... Ganhou asas, se desmaterializou e tornou-se um “espírito livre”. Eternizou-se, igualou-se aos deuses e prendeu-se eternamente naquele instante onde encontrou a perfeição...

Será este o sentimento que prendeu (prende) Jesus por séculos naquela cruz centralizada acima dos altares das igrejas? Teria o personagem central de nossa cultura extrapolado o Amor Ágape que lhe cabia? Será esse o sentimento que nos leva a repetir, ler encenar aquele gesto a cada sexta-feira da Paixão? ...paixão... Isso seria uma blasfêmia, a menos que entendamos Eros a maneira platônica. É isso! A Paixão de Cristo deve conter em si além de Ágape e Philos, o Eros “puro”, livre da sensualidade...

Será?

Beijo na bunda (com Eros platônico, claro) e até segunda!

Eu (e meu irmão ao fundo) encenando a Paixão de Cristo em 2008.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Conceitos de Segunda #09

Ela era bonita?

Me perguntou a pouco a garota que sofre comigo momentos muito difíceis nos últimos meses...

Sim! Muito mais que isso! Ela era linda! Mais ainda, ela era minha amiga... Há exatos nove anos fui até a casa dela em torno das 15 hs. Depois de conversar por um tempo, com uma cumplicidade que tínhamos descoberto ainda no ultimo ano do século passado, ela me provocou. Deitou-se no meu colo, na área dos fundos da casa dela, e disse que estava com sono. Perguntou então o que eu iria fazer pra mantê-la acordada... Disse com os olhos fixos nos seus lábios entreabertos que não sabia... O sorriso largo e os olhos verdes que me traziam aquele olhar encantador estavam fechados. Eu sabia o que deveria fazer...

No dia anterior o papo aconteceu no meu quintal. Ela já tinha me recusado um beijo antes por alegar que nossos corações estavam desafinados um com o outro. Depois do “fora”, e de toda a minha frustração com aquilo tudo, ela voltou. Agora parecia evidente o som harmonioso que parecia se desenhar em cada vez que nos encontrávamos.

Meu tio Milton, vendo a gente ali pertinho um do outro, sem que ela percebesse, me fazia gestos pra que eu a beijasse. Pensava mesmo em tentar beija-la ali, mas lembrei num estalo que era dia primeiro de abril. Eu nunca “fiquei” com ninguém, como era comum aos de minha idade na época. Se eu a beijasse, seria pra começar a namorar (sou um cara das antigas). Achei que não era legal comemorar um namoro começado no "dia da mentira".

Voltando ao dia 2/4/2003, eu realmente sabia o que fazer. Eu e ela esperávamos o mágico toque dos lábios, que eu já tinha “sentido” num sonho incrível. Demorei pra beijá-la, pois estava “traumatizado” ainda com a sua recusa inicial. Afinal eu poderia estar enganado quanto a vontade que ela agora demonstrava. E se eu a beijasse e ela virasse um tapa na minha cara? Seria muito pior... Olhei então pra ela de olhos fechados, boca entreaberta e lábios projetados em minha direção e conclui que havia reciprocidade. Aproximei-me devagar e...

Não vou correr o risco de descrever aquele primeiro beijo com palavras. Se isso fosse realmente possível, poderíamos trocar beijos apaixonados por palavras sempre que quiséssemos. Definitivamente acho que não dá pra fazer isso. Só quem vive um beijo apaixonado, pode saber da sensação e da importância do mesmo. Posso dizer que ali a nossa amizade ganhou novos contornos, trouxe novos sentimentos pra se juntar aos que já haviam antes nos aproximado. Sentimentos que podem mudar e até construir vidas...

Construímos juntos duas novas vidas pra este mundo. Ambos nasceram no dia 31/03, um em 2006 e a outra em 2011. Entre as datas do aniversário de nossos filhos e o aniversário do início do nosso namoro está o dia da mentira. Em meio a tantas aflições e tristezas, a mentira parece não ser mais algo tão nocivo... Zaratustra falou assim “...admitamos que alguém tenha dito, com toda a sinceridade, que os poetas mentem demais: ele tem razão – nós mentimos demais...” (NIETZSCHE, 1998, pg. 159). Essa poesia, que minta todas as nossas aflições pode segurar vivas as nossas forças pra encarar os desafios que a vida nos apresenta e vencê-los. Colocar a “mentira” da arte (se opondo a fragilidade da verdade calculista) entre datas importantes conferem a poesia que essa trilogia de dias merece... Hoje é o dia que fecha a trilogia...

Nesses nove anos vivemos momentos de intensa felicidade. Tivemos problemas, discussões, momentos difíceis também. Mas nada que apague tudo o que aconteceu até hoje. A turbulência que começou com os problemas que a Clara teve ao nascer, retornou forte com o problema de saúde que quase nos tirou o Luiz Miguel em dezembro ultimo.

Nova fase pra essa nossa amizade: Manter o foco e a prioridade na luta pela sobrevivência de um, dos dois maiores tesouros produzidos por nosso amor. Não é fácil... Não sei que efeitos essa situação produzirá no futuro. Tirando o imenso desejo de que o Luiz Miguel e a Clara tenham a oportunidade de crescer, envelhecer, viver... pouco importa o resto. Um dia de cada vez... De choros a sorrisos, de tristezas a alegrias, vamos vivendo cada momento, cada dia...

Não sei o que será de nós amanhã, só sei que tudo o que passou até hoje, me deixa muito orgulhoso. Nada me inspira arrependimento, e se me fosse possível, viveria tudo de novo e de novo e de novo... “Nada vai conseguir mudar o que ficou...” (Renato Russo)

Posso não ter certeza de quase nada, mas ao menos é certo que Te Amo Ligia!



segunda-feira, 26 de março de 2012

Conceitos de Segunda #08

Quando eu completei um ano, meu padrinho Dauri comprou pra mim uma camisa do São Paulo. Meu pai, corintiano, afirmou dias depois, que nossa casa foi invadida por ladrões, e entre os objetos furtados, a minha camisa do tricolor paulista. Será? Não me lembro de o meu pai ser um torcedor fanático do Timão, mas lembro, no entanto, que ele sempre se orgulhava de ter defendido como jogador o Londrina Esporte Clube, glorioso time da minha terra natal. Minha avó Mafalda costumava levar eu e meu irmão nos jogos do LEC. Ela sempre com pouco dinheiro, nunca comprava ingresso nas cadeiras. Mas também Não procurava um lugar mais tranquilo na arquibancada... Ficávamos entre as torcidas Falange e a Sangue Azul, num local onde só dava pra assistir o jogo de pé, no estádio VGD. Quando o Londrina jogava no estádio do café, saiamos da Vila Casoni e encarávamos longa caminhada até o estádio. A vó sempre ali, firme e forte na torcida pelo tubarão. Se o LEC perdia a volta pra casa era triste e exaustiva. Se o time vencia, voltávamos fazendo festa e a longa caminhada nunca pesava.

Como todo adolescente da nossa cidade, comecei a receber cobranças sobre qual era meu time do coração. Responder que era o Londrina, não valia. Tinha que ser um time dos que passam na televisão. De preferência de São Paulo ou do Rio de Janeiro. Foi em 1993, quando eu tinha 10 anos, que perguntei pra vó Mafalda qual era o time que meu pai torcia, entre aqueles da TV. O São Paulo tinha acabado de conquistar o seu primeiro título mundial, e na escola todos pareciam ser são paulinos. Eu podia “ir na onda” e aproveitar as fotos do meu aniversário de 1 ano, mas fui do contra. Meu pai não morava conosco, meu avô materno, palmeirense, falava muito mal do meu pai. Decidi então que torcer pro mesmo time “grande”, me faria tomar partido do meu pai e ser de alguma forma, mais próximo a ele. Virei assim o tradicional torcedor “Pizza”, como dizem os “tubarões de barbatana”, (torcedores que se dedicam exclusivamente ao Londrina). Torcia pro LEC, mas tinha um time de mídia pra torcer. Não tenho mais camisas do Corinthians. Meus amigos e família corintianos, lembram que eu gritava e torcia pelo Timão, e não me aceitam como um ex-corintiano. Isso existe? Sim existe! Qual o problema em mudar de time? No Brasil da cultura do “ou”, é grave isso...

Pra piorar a situação, assumi minha preferência pela bandeira alvi-celeste também em torneios entre seleções. A argentina do Maradona jogava o futebol mais belo, e aquelas cores... As cores do meu time! Virei torcedor da Argentina... Além das cores um fato precipitou essa adesão. O Brasil se chocou em 2005 com o escândalo do mensalão. Todos falavam da vergonha de viver em um país corrupto. De repente, como num passe de mágica, veio a copa do mundo em 2006, e o ônibus da seleção com a frase “veículo movido por 180 milhões de corações brasileiros” - isso me deixou revoltado. Eu não gostava daqueles jogadores selecionados. Eu não entendia como as pessoas antes revoltadas agora cantavam “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...”. Concluí que futebol deveria ser encarado como paixão e não como patriotismo. E paixão era o sentimento ao ver a Argentina jogando aquele futebol brigado, com garra, com a torcida cantando o tempo todo... Não sei explicar, e nem me sinto obrigado a isso, só sei que me tornei um torcedor apaixonado da Seleção Argentina. Tenho camisas oficiais alvi-celestes.

Pronto. Tendo a Argentina, não posso torcer pra nenhuma outra seleção! Errado. Sou fã do Uruguai, e fico na torcida sempre (menos contra a Tina) que a celeste joga. Torço sempre para os Sul Americanos (inclusive o Brasil) quando se trata de um time europeu do outro lado.

Descobri depois que ironicamente meu padrinho que não conseguiu me fazer são paulino, era um dos raríssimos torcedores declarados da Argentina nos anos 80 e até hoje. Meu pai me contou isso quando apareci pela primeira vez com uma camisa dos Hermanos.

Quanto a minha torcida pelos clubes, na verdade eu nem mudei. Decidi ser só Londrina. Mas como amante do futebol, era estranho acompanhar o brasileirão sem tomar partido. O time da minha cidade não estava lá... Assim fui alimentando uma paixão antiga. Morei uns meses em Porto Alegre, na epoca em que meus pais se separaram. Entre o azul e o vermelho dos times daquela cidade, preferi o azul do meu tubarão. Nascia uma simpatia, que viraria torcida pelo Grêmio de Foot-ball Porto Alegrense. Li o romance que trata da história do tricolor gaúcho, escrito pelo Eduardo Bueno e me apaixonei. Assim formei minhas paixões no futebol. Todas em azul celeste.

Espero que o Londrina volte logo a sua grandeza... Somos líderes isolados do campeonato paranaense agora, e acredito no título do estadual. Quando o Londrina ocupar seu lugar no futebol brasileiro e inevitavelmente se deparar com o Imortal Tricolor de PoA (Copa do Brasil, ou brasileirão em alguns anos), ficarei contente de ver meus times em campo ao mesmo tempo, mas certamente estarei vestindo alvi-celeste... Qualquer resultado me deixará satisfeito! Mas minha inclinação maior será em favor da equipe de minha cidade natal.

Fanatismo é uma merda, e futebol nunca deve ser prioridade em uma sociedade. Ontem foi morto um torcedor depois do derby paulistsa... Mas também não concordo com os esquerdistas extremos que dizem que futebol é alienação... Tudo tem um limite.

Brasileiro, paranaense e londrinense sim. Futebol não define patriotismo e afins. Torcedor do LEC da Argentina e do Grêmio por paixão ao futebol, e em especial a estes times que levantam em comum o azul celeste como cor símbolo de suas torcidas!

Até a próxima!

Minhas armaduras de torcedor:


segunda-feira, 19 de março de 2012

Conceitos de Segunda #07

Eu em uma cena clássica da dramaturgia estou à beira do abismo segurando meus dois filhos, a Clara e o Luiz Miguel, um em cada uma de minhas mãos... Os dois estão escorregando prestes a caírem no precipício sem chances de sobrevivência... Tenho que liberar uma das mãos pra salvar ao menos um deles... Qual dos dois eu solto?

Somos sempre colocados em situações de encruzilhada, tendo que fechar uma porta pra manter outra aberta. Nossa cultura é toda construída em cima do “ou”. É isso ou aquilo... Verão ou inverno? Amargo ou doce? Verde, azul, vermelho ou rosa? Corinthians, Palmeiras, Grêmio ou Inter? São infinitas as situações onde somos moralmente obrigados a optar. A questão do time do coração parece ser a mais séria aqui no Brasil. Falarei de meus times do coração semana que vem, mas adianto um exemplo. Certa vez, meu irmão foi me acusar perante o nosso tio avô Bau, que diz que gosta mais de mim, porque não “dei mancada” com ele. Ele disse ao tio que eu traí o time do coração da família Brandão, e que agora eu torcia pro azul. O sábio tio Bau tragicamente respondeu: Mas eu torço pra esse aí também. Quando vão os dois pra final, eu comemoro antecipado, pois de qualquer jeito meu time será o campeão. Ele tem um time em cada estado, e diz torcer pra todos... Sábio tio Bau!

O Tio Bau aqui é um exemplo de resistência à cultura predominante do “ou”. Desde a era trágica dos gregos essa discussão se estende. Tudo para Parmênides tinha seu oposto negativo. Assim a noite, nada mais era que o “não-dia”. Heráclito, artauto da filosofia trágica, não via dessa maneira maniqueísta. Se para o primeiro existe a opção pelo bem (dia) “ou” pelo mau (noite), o segundo via dia “e” noite como faces diferentes de uma mesma substância. Heráclito com sua filosofia do “e” parece dialogar melhor com o tio Bau que é torcedor do Corinthians e do Botafogo e do Grêmio. Parmênides se afina ao meu irmão, onde se é Corinthians, ou Botafogo, ou Grêmio...

Outro que sempre me ensina a filosofia trágica do “e” é o meu filho Luiz Miguel. Se alguém perguntar sua cor preferida, ele dirá que é o azul, mas também o verde e o vermelho e o rosa... Por que eleger uma única cor se várias me agradam? Claro que vejo a possibilidade de haver uma cor que mais agrade aos olhos de quem quer que seja. Mas não deveria ser uma regra, uma obrigação.

O Luiz Miguel, indo comigo ao estádio, já percebeu que o Londrina é o time que temos a chance de ver mais de perto. Mas ele gosta do Palmeiras e ganhou uma camisa do avô. Ele tem camisas azuis do LEC e do Grêmio, e agora pediu ao tio dele uma camisa do Corinthians. Garoto experto! Se alguém quiser dar mais uma camisa de qualquer time que seja, pode trazer! Não vou dar um fim nela... Ele adora futebol, e camisas de time. Não vou dizer a ele o que fazer. Quem sabe ele não terá o coração como o do Tio Bau em relação ao futebol.

O Luiz Miguel parece ser assim com tudo. Quando perguntado se ele gostava das férias, em dezembro, ele disse que adorava as férias, então perguntei se era melhor que ir à aula, e ele respondeu que adora ir pra escola. Ele é assim... trágico... Férias “ou” escola? Não: Férias e escola...

Voltando ao drama do primeiro parágrafo: Luiz Miguel “ou” Clara? Aproveito do tamanho e menor peso da Clara, e com a força do braço que a segurava, arremesso ela para o alto e pra traz, longe do precipício (depois cuidamos de eventuais ferimentos – nenéns são ultra resistentes), com as duas mãos livres agarro o pulso do Luiz Miguel e o puxo pra cima... Luiz Miguel “e” a Clara...

Entre o clima frio e o clima quente prefiro o ultimo. Não odeio o inverno por isso. O inverno tem seu charme de extremidade. Mas calor demais também rouba a disposição física, por isso me dou melhor com as estações intermediárias. O outono leva pequena desvantagem no meu coração, pois se encaminha para os dias mais frios. Na primavera, as flores, os dias mais longos e cada vez mais quentes, me inspiram... Essa minha opinião embora indique uma inclinação, não está engessada nos ditames do “ou”. Meu ultimo inverno, por acaso, foi muito melhor vivido que o verão turbulento que se despede hoje. Mas até a turbulência tem seu charme!

As “aguas de março” caíram semana passada, e começaram a ensaiar a despedida do verão... Hoje, ultimo dia do verão, não choveu pra dar mais poesia ao momento, mas nem precisa... Mesmo sem a chuva deixo abaixo as “aguas de março” na voz da Elis Regina, que termina o vídeo com uma deliciosa risada, depois de cantar “preda”... Assim não as aguas, mas o sorriso da Elis, que embora tenha se extinguido antes de eu nascer, ficou gravado, e agora chega solto, espontâneo e eterno, “fechando o verão. Promessa de vida no teu coração...”.

Volto aos conceitos no Outono... Até Segunda!!!


quarta-feira, 14 de março de 2012

Se Deus Tivesse Falado

Hoje acordei pensando em deus...
Não sou niilista eu..
Tenho minha fé.
Às vezes só no pé..
Mas DEUS falou a mim...
Então, falei com dEUs:

segunda-feira, 12 de março de 2012

Conceitos de Segunda #06

Na ultima sexta-feira, a Ligia teve a feliz iniciativa de criar o blog "Sempre haveremos de precisar uns dos outros...", destinado a relatar e informar sobre a luta pela vida do nosso filho Luiz Miguel, que precisa de transplante de Medula Óssea.

Posso dizer que os “ritos de passagem” e as mudanças nunca me assustaram tanto. A mudança parece ser a única coisa constante ao nosso redor. É claro que existem mudanças lentas e previsíveis como a da metamorfose da lagarta em borboleta, e as mudanças bruscas e assustadoras, como o tsunami que ocorreu no Japão há um ano. Não seria exagero dizer que a notícia da doença genética rara do Luiz Miguel, chegou como um tsunami em minha vida.

Quando a gente está em fase de formação intelectual, no nosso mundo moderno, é comum a pressão por uma tomada de posição em relação a tudo na vida: “E aí, tu é da esquerda, ou da direita?”. Pra não ficar de fora, me apressei a tomar partido da esquerda, escolher um time de futebol, confirmar-me na religião que meus pais escolheram, definir o verde como minha cor preferida, exercitar meu patriotismo em copas do mundo... Pronto. Agora eu já podia ser rotulado e definido. Mais um produto da modernidade racionalista estava formado. Mudar qualquer uma daquelas escolhas me tornaria incoerente com o que eu era. Era...

Li em “O Mundo de Sofia”, aos 18 anos, que pra Heráclito “tudo flui... não se entra duas vezes no mesmo rio, pois na segunda vez, nem o rio e nem você serão os mesmos...”. Isso mexeu comigo. Foi meu primeiro passo em direção ao ponto de vista trágico do mundo.

A partir daí, percebi que o Raul Seixas não estava sendo um simples irresponsável, descompromissado com o mundo quando dizia: “Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...”. Aceitar que tudo muda ajuda a não se fechar dentro de uma prisão mental adornado pela “virtude” de uma pretensa coerência consigo próprio, de onde surge sempre em nossa testa um rótulo impresso. Mas respeito quem goste e prefira a comodidade dos rótulos fixos. O primeiro depoimento que recebi no Orkut, em 2006, de alguém que me conhecia muito bem, afirmava que eu era a “metamorfose ambulante” em pessoa. Legal isso. Posso dizer que me mantenho conservador nesse aspecto. Já que é pra ser algo que não mude em hipótese alguma, que seja isso. Minha constância é a mudança... “...Hoje eu sei, só a mudança é permanente. De repente tudo está no seu lugar...” (Gessinger)

Mas mudar uma opinião não é assim tão fácil. Pensar tragicamente o mundo me tornou bem mais tolerante com pontos de vista antagônicos aos meus. Alguns dogmas modernos, entretanto, permaneceram inalteráveis aqui. No tsunami da “Anemia de Fanconi” do Luiz Miguel, perdeu-se toda a minha afinidade com o evolucionismo Darwinista. Eu achava incrível que a natureza selecionasse os mais fortes para o privilégio da sobrevivência. Chagava ás vezes a postular que deveríamos abolir os remédios e tratamentos clínicos, pra termos seres humanos cada vez mais fortes. Se eu pudesse aplicar esse ponto de vista, não teria em minha vida hoje, nem a Clara, e nem o Luiz Miguel. A Clara, sem intervenção cirúrgica ao nascer, não viveria mais que três dias. O Luiz Miguel, sem a Unidade de Terapia Intensiva, teria falecido aos cinco anos de idade no dia do meu ultimo aniversário em dezembro. Pela lei da evolução, o Luiz Miguel deveria ter uma vida muito breve. Aliás, a situação dele hoje, é a de uma criança que caminha para uma morte certa antes de chegar à adolescência. É claro que isso se reverterá com o transplante...

O "tsunami" varreu de minha mente a afinidade com Charles Darwin. Às vezes a gente só muda de ideia quando surge uma questão prática que conteste aquela teoria, tornando-a insustentável. O Luiz Miguel pode até não estar entre os mais fortes fisicamente, mas possui outras forças. Ele é portador de uma inteligência e criatividade incríveis. Ele já conquistou, e se deixou conquistar, com seu jeito tímido/tagarela, muitas pessoas. E não tem aquela inclinação óbvia de gostar de quem um adulto o manda gostar. Ele é super sincero, e faz questão de mostrar seu descontentamento quando é obrigado a estar com alguém por quem não tem afinidade. Se ele estiver ocupado com alguma das pessoas especiais na vida dele, ele não tem o menor problema em ignorar qualquer pessoa que tente conversar com ele naquele momento.

Claro que agora ele possui amiguinhos da idade dele, mas por ser o primeiro neném no nosso circulo de amizades próximas, o Luiz Miguel aprendeu a se divertir por muito tempo com crianças crescidas. Foi muito legal observar estes amigos fazendo um movimento silencioso e natural (não combinado) no facebook, colocando fotos suas com o Luiz Miguel, como suas fotos de perfil. Aquela sinalização de cumplicidade iniciou-se quando ele estava na UTI, e permanece até hoje. Tudo aquilo trazia, e traz uma mensagem muito clara: “Estamos juntos nessa...”.

Claro que muitas outras pessoas vêm nos apoiando de diversas maneiras, e estão sempre presentes na vida do nosso pequeno. Mas quero destacar aqui, os que formaram (e formam) aquele belo mosaico de sorrisos acompanhados do rostinho cênico do Luiz Miguel na rede social. Pessoas onde ele encontrou confiança, proteção, amor e carinho semelhantes ao que encontra aqui em casa.

Até semana que vem... Onde quer que eu esteja...

Com a Ligia e comigo nos cantos inferior esquerdo e superior direito, a Elô (faltou o Thiago na foto), o Jú, a tia Milla, a Dinda, o Mateus, a Sury e a Jú: